Os recordes da rede de metrô de São Paulo

A estação mais profunda, a mais lenta de construir e o pior acidente de obra: os recordes verificados do metrô paulista.

Toda rede de metrô tem seus superlativos: a estação mais cheia, a mais profunda, a que demorou mais para saír do papel. Em São Paulo, boa parte desses recordes nasceu de acidentes de obra e prazos furados, não só de planejamento bem-sucedido.

A lista abaixo reúne os principais recordes verificáveis da rede que dá nome ao jogo de São Paulo, com a fonte de cada número. Para conferir linha por linha, a página de exploração lista todas as estações jogáveis.

A mais movimentada e a mais simbólica: Sé

Em 2017, a companhia do Metrô registrou 536.800 passageiros por dia útil na Estação Sé, no cruzamento das linhas 1-azul e 3-vermelha: o maior volume da rede subterrânea. Para abrir espaço para a estação, em 1975 foi implodido o prédio Mendes Caldeira, de 32 andares, a primeira implosão registrada na América Latina.

A mais profunda: Higienópolis-Mackenzie

A Higienópolis-Mackenzie, na linha 4-amarela, desce a cerca de 65 metros abaixo do nível da rua, hoje a estação mais profunda em operação na rede. O título deve passar para a Itaberaba, prevista a 67 metros na futura linha 6, que ainda não faz parte do jogo.

As mais antigas e as mais novas

Sete estações abriram junto com o primeiro trecho da rede, em 14 de setembro de 1974: Conceição, Jabaquara, Praça da Árvore, Santa Cruz, São Judas, Saúde e Vila Mariana, todas na linha 1-azul. No outro extremo, Vila Sônia e Jardim Colonial são as caçulas, ambas inauguradas em 2021.

A obra mais longa e o pior acidente

A Vila Sônia detém o recorde de obra mais lenta: as escavações começaram em 2004 e a estação só abriu ao público em dezembro de 2021, dezessete anos depois. O recorde mais sombrio pertence à Pinheiros: em janeiro de 2007, um erro entre dois túneis provocou o colapso de parte da futura estação, com uma cratera de mais de 80 metros e sete mortes, um dos piores acidentes na história das obras do metrô paulista.

Recordes em resumo

Puxando pelo nome, o recorde mais divertido é de letras: Santuário Nossa Senhora de Fátima-Sumaré, na linha 2-verde, com 41 caracteres, é a estação de nome mais longo da rede jogável. A tabela reúne os recordes acima numa vista só.

RecordeEstaçãoDetalhe
Mais movimentada536.800 passageiros/dia útil em 2017
Mais profunda em operaçãoHigienópolis-Mackenziecerca de 65 m de profundidade
Mais antigasConceição, Jabaquara, Praça da Árvore, Santa Cruz, São Judas, Saúde, Vila Marianainauguradas em 14/09/1974
Mais recentesVila Sônia e Jardim Colonialinauguradas em 2021
Obra mais longaVila Sônia17 anos entre início das obras e abertura
Pior acidente de obraPinheiroscolapso de túnel em janeiro de 2007
Nome mais longoSantuário Nossa Senhora de Fátima-Sumaré41 caracteres

Perguntas frequentes

Qual é a estação mais movimentada do metrô de São Paulo?

A Sé, no cruzamento das linhas 1 e 3, com 536.800 passageiros por dia útil registrados pela companhia em 2017.

Qual é a estação mais profunda de São Paulo?

A Higienópolis-Mackenzie, na linha 4-amarela, a cerca de 65 metros de profundidade, hoje a mais profunda em operação.

Quais foram as primeiras estações do metrô de São Paulo?

Sete estações do trecho inicial da linha 1-azul, abertas em 14 de setembro de 1974: Conceição, Jabaquara, Praça da Árvore, Santa Cruz, São Judas, Saúde e Vila Mariana.

Qual foi o pior acidente na construção do metrô de São Paulo?

O colapso de parte da futura Estação Pinheiros em janeiro de 2007, quando um erro na escavação de dois túneis abriu uma cratera e matou sete trabalhadores.

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